terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Resoluções


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Passei o reveillon com amigas numa praia. Após a ceia, fomos para a beira do mar, sendo que até lá, passamos por uma trilha íngreme no breu da noite. Chegamos ofegantes, mas em tempo de apreciar os lindos os fogos. Ótima companhia e o mar imenso à frente. Fomos  correndo pular as sete ondas. Concentradas, contando em conjunto... uma, duas, três... sete!!!! Começamos bem o ano.

A noite passou e 2014 chegou junto com a ressaca de freixenet. Na conversa do café uma delas perguntou: Bine, tu fez os sete desejos?  Eu achando estranho a pergunta respondi: como assim, sete desejos?  ... Ué, os sete desejos das ondas... Ó Cristo! Não era só contar os pulinhos e a sorte vinha de arrasto??

Eis que ela me responde... pois é, eu também não fiz. Mas falei para um carinha que pulei as sete ondas e ele pediu que contasse um dos meus pedidos. Não fiz nenhum também!

Óbvio que rimos muito e conjecturamos sem titubear: nosso ano vai ser trash...  sem  amor, sem dinheiro, sem saúde e blá blá blá. Após um minuto de silêncio ela  soltou a pérola: Quer saber? Melhor que tenha sido assim mesmo... começar o ano sem expectativas, sem frustrações e tudo o que vier é lucro!

A paz e felicidade reinaram em nossos corações...  lembrei de um conselho que recebi certa feita : |Fabrine, crie tudo... mas nunca crie expectativas.  E é verdade. O mal do século são as expectativas, em si e nos outros.  Planos são necessários e plausíveis para direcionar nossas vidas, mas projetar resultados cartesianos  baseados em fatos que nãos estão totalmente sob nosso controle é assinar atestado de frustração e tristeza futura.

Então este ano não fiz resoluções de ano novo.  Para que fazer prognósticos criados no afã do momento, com a sensibilidade aflorada com a comoção da expectativa do ano que virá, fadados a darem errado? Não... deixei para janeiro, quando a poeira tá baixa e  o senso de realidade está mais condizente com as minhas necessidades.

Em 2014 não quero emagrecer, quero ser  frequentadora assídua da academia, beber mais água e menos cerveja, comer mais salada. Também não quero dinheiro, quero  trabalhar afinco todos os dias úteis e ser  valorizada por isso. E não quero ser feliz, quero  visitar mais meus amigos, ir ao cinema, voltar a nadar, caminhar  ao sol e conviver muito com a minha família.

Também não quero um amor, quero abraçar, ser abraçada, beijar, ter muitos orgasmos, descansar a cabeça em um lugar seguro e flutuar. E que tudo isso seja com  mesma pessoa que me faça rir de doer  a barriga.

Ah... e quero chorar um pouquinho também, porque a tristeza faz parte da vida e mostra que estou viva e suscetível aos desprazeres inerentes a ela. Vai me fazer dar mais valor a tudo o que escrevi  antes.

Esse ano quero ter a mesma convicção e confiança que meu cão tem em mim: De que quando eu esteja presente, tudo estará bem e eu só traga afeto, carinho, proteção.


Se 2014 me trouxer tudo isso, maravilha! Se não trouxer... daí vou me divertindo com o que aparecer...  assim a gente faz com que a felicidade vire rotina.




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