quarta-feira, 12 de março de 2008

Viver é um eterno risco




Viver é um eterno risco.
Risco de amar,
De sofrer,
Risco de o amanhã não existir
Risco de não se existir amanhã.
Risco de receber um não
Ou não saber lidar com um sim.
Pois então, aí é que está a graça.
Tudo pode ou não ser, acontecer,
Ali adiante pode ter uma arapuca, ou um tesouro!
Na verdade estamos numa grande gincana!
Pensa só, todos nós temos uma tarefa a cumprir:
Um negócio a fechar, um encontro a marcar,
Uma prova ralada,
Uma doença pra ser curada, uma amizade pra ser reatada,
Outra pra ser terminada.
Então, quem cumprir a sua tarefa com maior eficiência, será o vencedor!
Vencerá a sua luta, e ganhará como prêmio a melhor vida de poderia ter!
E a chave para todas as perguntas está nesse árduo caminho que,
convenhamos,
por mais belo que possa ser, jamais será fácil.
Como já dizia Hebert, “ O viajar já é mais que a viagem”.
Então, seguindo a música, recomendo: Esteja sempre perto, sempre longe dos covardesdo errado e o certo, pra ter raiva e ter piedade.
Acho que o importante é seguir sempre os seus princípios, por piores que eles sejam, porque com o “viajar” podem mudar, mas a convicção, lealdade e fé são os fatores essenciais que mostram o quanto se é forte. E a força ou se nasce com ela, ou te rala, meu filho!
Quem conseguir chegar no final dessa roleta russa, sem o coração embrutecido, terá ganho muito mais do que a gincana da vida, será LIVRE, não dos outros, mas de si mesmo.






segunda-feira, 3 de março de 2008

Loucos e Santos

Bateu a saudade dos amigos distantes...




"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."





Oscar Wilde